Desafio – O Clube do Filme

Todo leitor é cinéfilo, ou pelo menos ama quando um livro cita um filme, porque assim ele pode ir correndo assistir para que nos debates tenha sempre conteúdo para falar. Eu particularmente admiro muito as duas artes e tento sempre me manter atualizada sobre ambas. E foi pensando nisso que comprei na última Bienal aqui do RJ o livro, “O Clube do Filme”. O Clube do Filme é um livro escrito por David Gilmour e que foi publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. O livro é pequeno, contém apenas 240 páginas e conta a história de um pai, crítico de cinema que passava por tempos difíceis com seu filho de 15 anos.

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Confiram um trecho da sinopse:

“O Clube do Filme – Eram tempos difíceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está “perdido”, formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa de Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de “melhores filmes de todos os tempos”) a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do chinês Wong Kar-Way). Essas sessões os mantinham em constante diálogo – sobre mulheres, música, dor de cotovelo, trabalho, drogas, amor, amizade -, e abriam as portas para o universo interior do adolescente, num momento em que os pais geralmente as encontram fechadas”.

Eu ainda não comecei a ler o livro, porque quero começar o desafio junto com a leitura e assistir aos filmes citados nele “junto” com os personagens. Eu amo desafios do tipo e ainda preciso terminar o 1001 filmes para ver antes de morrer e foi essa paixão que me fez pensar nesse novo desafio.

Será tudo muito simples, no caso do livro, os personagens assistem a 3 filmes toda semana. No começo do livro podemos conferir a lista completa, com todos os filmes citados e alguns eu confesso que até já assisti – para falar a verdade, a metade da lista – risos. Mas é bem provável que eu queira assisti-los de novo. Então para quem quiser participar do desafio, fica o convite…

O Desafio consistirá em:

Assistir aos filmes citados no livro e postar uma crítica sobre o que você achou dos filmes toda semana.

Regrinhas:

  1. Postar crítica dos filmes assistidos semanalmente

  2. Postar resenha do livro ao final do desafio

É preciso ter um blog ou canal no youtube para postar as críticas. E eu já abri um álbum na página do meu blog para postarem os links das resenhas.

Espero que todos possam participar, para podermos trocar muitas idéias.

Beijos,

Camila Leite

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5 filmes sobre Maternidade

Eu gosto muito de assistir filmes, mas confesso que gostaria de ter visto muito mais durante a minha gravidez, a preguiça atrapalhou um pouco meus planos, mas outro dia zapeando pelos canais de tv, eu revi um filme que eu gosto muito que aborda o tema de uma maneira muito peculiar, por isso resolvi fazer essa lista.

5. Plano B

PLANO B

O filme que eu “revi” esses dias e que me deu a ideia para este post, foi Plano B, um filme que eu particularmente gosto muito e que conta a história de uma mulher que decide que finalmente chegou a sua hora de ser mãe e para realizar seu sonho ela recorre a inseminação artificial, mas no dia em que seu teste de gravidez dá positivo, ela conhece o homem da sua vida. O filme relata bem as inseguranças e loucuras de uma mãe solteira e como pode ser difícil iniciar em um relacionamento quando sua prioridade são seus filhos.

4. O que esperar quando você está esperando

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Esse é um filme bem louco e divertido que relata a maternidade de vários pontos de vistas. O filme foi adaptado para as telonas em 2012 e foi baseado no livro homônimo das autoras Sharon Mazel, Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg. O filme mostra 6 casais que passarão pelas maravilhas e loucuras da gravidez até o parto. Ele mostra também que uma gravidez é completamente diferente da outra, desde a menina que engravida ao reencontrar o ex namorado até a mulher de um cara velho que passa tranquilamente por uma gravidez de gêmeos – para o terror de suas amigas. O filme é super descontraído e tem o Rodrigo Santoro no elenco, que já faz valer a pena! – risos.

3. Juntos pelo acaso

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Eu gosto especialmente desse filme, por que ele fala de uma maternidade que não fora de jeito algum planejada. Ele relata a história de uma “Mãe de amor” e o que seria isso? Katherine Heigl interpreta uma mulher bem sucedida na carreira e que não planeja ser mãe nem tão cedo, ela se contenta em direcionar todo o seu amor para sua querida afilhada Sophie, mas quando ela e Eric, um promissor coordenador de esportes viram a única família da pequena Sophie, eles precisam entrar em um acordo sobre como será essa relação e como eles cuidarão da menina, tentando equilibrar ambições profissionais, com o árduo trabalho de serem pais.

Eu acho esse filme bem bonito, porque ele mostra a importância dos padrinhos na vida de uma criança, por isso esse é um cargo que deve ser preenchido por pessoas de confiança e valores. Apesar de não estarem prontos, Holly e Eric assumem a responsabilidade de cuidar da menina apesar também de suas evidentes diferenças, o que torna o filme ainda mais tocante. Mostra também que o amor de uma mãe não se resume apenas a laços de sangue, amor de mãe é e sempre será incondicional.

2. Uma prova de amor

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Quando eu assisti esse filme a primeira vez, achei que desidrataria de tanto chorar. É um filme muito marcante que também foi baseado em um livro. O livro foi lançado aqui no Brasil pela editora Verus com o nome “A guardiã da minha irmã” e foi escrito por Jodi Piccoult. Ele conta a história de um amor maternal que não prevê limites para salvar sua filha e nessa luta, Sara (Cameron Diaz) está disposta a fazer qualquer coisa para manter sua filha mais velha viva, pelo tempo que for. Anna, a irmã mais nova de Kate não está doente, mas parecia. Desde pequena, a jovem Anna foi submetida a inúmeras consultas médicas, cirurgias e transfusões para manter sua irmã Kate viva, mas conforme está crescendo Anna começa a questionar o porquê dela ser submetida a tantos procedimentos médicos. É uma história de cortar o coração.

1. Juno

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É engraçado falar desse filme, por que quando o assisti a primeira vez, foi em uma aula de teatro no colégio, eu era muito novinha e eu me lembro perfeitamente do dia em que assisti e como ele me atingiu com um soco no estômago. O filme que conta a história de uma garota adolescente que engravida do melhor amigo sem planejar, marcou a minha vida para sempre não só pelo fato de a menina ser tão novinha, mas pelas escolhas que ela fez. Para mim seria impensável, mas foi a partir desse filme que eu comecei a avaliar criteriosamente e até a respeitar mais escolhas alheias, mesmo que elas fossem contra a tudo aquilo que eu acreditava. Juno é muito mais do que uma história sobre gravidez na adolescência, mas também é uma história de reconhecimento, de identidade e o começo da queda de um grande tabu.

Os filmes citados acima, foram todos assistidos inúmeras vezes por mim, são filmes que eu gosto muito e que recomendo para todo mundo. E também, são filmes que relatam não apenas a maternidade, mas outros assuntos também como paternidade, comprometimento, amizade, irmandade, amor incondicional, adoção e até aborto. São filmes que trazem consigo grandes lições de vida e que valem a pena serem assistidos pelo menos uma vez.

Gostaram da nossa lista? Acrescentaria mais algum? Mande pra gente suas sugestões e compartilhe em suas redes sociais.

Loucas para Casar

Nossa, faz muito tempo que eu não escrevo e parece extremamente difícil retomar este hábito. O que era fácil antes, como escrever minha opinião sobre filmes, se tornou um bicho de sete cabeças. Mas tudo é uma questão de tempo e de costume não é? Então vamos ao que interessa.

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Minha irmã estava doida para ver este filme e eu estava super relutante – tanto que ganhei convite para assistir no cinema, mas nem me dei ao trabalho de ir. Quando decidimos finalmente assistir, o filme já havia saído do foco das redes sociais e confesso que estava pronta para dormir, sem saber absolutamente nada sobre o filme, embarcamos nessa aventura e confesso que foi uma grata surpresa.

Eu não gosto muito da Tata Werneck como atriz, a adorava no Quinta Categoria, mas gosto dela só nesses casos – em programas de improviso. Então a minha primeira surpresa foi perceber que ela havia se livrado, mesmo que um pouco, daquele irritante “tic” do antigo programa de improviso. E após muito lutar contra o sono, o filme me convenceu.

O filme que conta a história de três mulheres, Maria (Tatá Werneck) a fanática religiosa, Lúcia (Suzana Pires), a dançarina da boate e a corretora de imóveis Malu (Ingrid Guimarães), que próximo do dia de seus casamentos descobrem que estão namorando o mesmo homem é surpreendente e reveladora. Confesso que me surpreendi pela nova temática abordada e pela falta de “pornografias” – ou pelo menos pela diminuição delas, apesar dos pesares, é um filme que vale a reflexão sobre perfeccionismo e sobre como as mulheres são vistas e lidam perante a pressão da sociedade para que coloquem uma aliança no dedo anelar da mão esquerda!

Em pleno 2015, com o feminismo eclodindo por todos os cantos é realmente desafiador um filme que aborde o tema de maneira tão ousada. Pois ao mesmo tempo em que vemos uma mulher que mesmo após ser tão magoada, não perdeu seu “sonho” de se casar de véu e grinalda – o que não é vergonha para ninguém. Vemos também o quanto esse “sonho” pode se tornar um pesadelo. O filme pode ser considerado um tanto quanto machista, quando questões como: “amor próprio” e “aceitação” são postas de lados, pelo amor ao outro, mas com um desfecho surpreendente ele nos faz pensar sobre até onde somos capazes de ir para realizarmos nossos sonhos e até onde nossas fixações em realizar estes sonhos nos deixam cegos.

Apesar de não ser um filme fantástico, é um filme diferente do que estamos acostumados a ver no âmbito nacional. Com tiradas engraçadíssimas, é uma boa distração para um domingo à tarde.

“Loucas para casar” segue uma linha parecida com “Mulheres ao Ataque”, um filme estadunidense lançado em 2014 com Cameron Diaz no elenco e que conta a história de uma mulher que descobre que seu namorado é casado e decide procurar a mulher do moçoilo para poderem se vingar, o que ela não esperava era descobrir que o rapaz tivesse ainda uma terceira pessoa.

Confira o trailer de “Loucas para Casar”.