Maternidade Solo

Quando eu engravidei, comecei a pesquisar muito na internet sobre Maternidade, já tinha lido algumas coisas, porque tenho amigas que são mamães e compartilham muito conteúdo bom, mas nunca me aprofundei no assunto. Era um mundo completamente novo para mim e eu não fazia ideia de como seria dali por diante. Tudo era novidade e eu morria de medo de não “dar tempo” de aprender tudo, mas aos poucos, fui conhecendo um pouco melhor sobre esse maravilhoso universo, que é ser Mãe.

Quando eu descobri que estava grávida, não pestanejei e decidi: “Eu vou ter esse bebê”. Eu ainda estava em choque, mas mantive esse pensamento na minha cabeça o tempo todo. E quando eu contava para as pessoas, a primeira coisa que eu dizia depois do “Estou grávida” era: “Eu vou ter esse bebê, mesmo que ninguém o queira, eu o quero” e alguns diziam: “Você está maluca, pensa na besteira que está fazendo” e outros diziam: “Vai ser difícil, mas estarei com você”. E nessa confusão eu “perdi” muita gente mas também “ganhei” outras incrivelmente maravilhosas. Afinal a vida é assim não é?

E então eu levantei a cabeça e segui em frente. E numa dessas minhas pesquisas, eu descobri esse termo: “Maternidade Solo”, talvez eu até já o conhecesse genericamente, até porque já havia lido o texto Feio não é ser Mãe Solteira, feio é ser Pai quando convém”, mas na época eu não havia ligado nome ao contexto e quando fiz essa ligação, foi como se clique tivesse aberto uma área restrita na minha mente e continuei fazendo buscas sobre grávidas solteiras, como era a vida e como elas lidavam com as situações. Até que achei o blog “Grávida Solteira” ou “Grávida, estado civil Mãe solteira” da jornalista Flávia Werlang. E foi incrível como a leitura de alguns posts e comentários me deram gás para seguir firme na minha decisão. Por que por mais que muitas pessoas achem que a “família tradicional” – com um pai, mãe e filhos – seja o ideal, eu descobri que posso e sou MUITO MÃE, mesmo minha filha não tendo um pai presente. Eu não sei como será no futuro, mas acabei descobrindo muitas coisas sobre mim quando analisei friamente a situação que me encontrava e o que descobri é que eu sou perfeitamente FORTE e CAPAZ. E acredite, se você está nessa situação, você também é.

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Depois de devorar quase todos os posts do Grávida Solteira, eu precisava descobrir mais, pesquisar mais, buscar mais apoio e conheci a página no facebook “Mãe Solo”, administrada pela Thaiz Leão, que encara a maternidade solo de forma muito descontraída, eu fiquei apaixonada por todos os posts e finalmente cheguei à conclusão que se o pai da minha filha não queria ser presente, eu seria o suficiente para ela. Assim como eu não tive meu pai biológico por perto durante meu crescimento, ela pode não ter o dela, mas isso não significa que ela morrerá por causa disso. Hoje eu estou aqui, viva, feliz, fui muito bem educada e alimentada por uma mãe incrível que decidiu me dar a vida. E essa é a lição que eu quero passar para a minha bebê. Que eu e ela podemos não ser uma “família tradicional” ao ver da sociedade, mas nós somos sim, uma família incrível e que juntas, seremos muitos mais fortes.

Portanto, acho que meu único pedido para esse momento – que minha filha está para chegar – é que minha pequena venha com muita saúde. Porque força, o universo já me deu. Amor, nós já estamos compartilhando e o resto, a gente tira disposição lá do fundo para correr atrás do que queremos.

Eu decidi escrever sobre esse tema, porque eu leio muuuuuuitos blogs sobre maternidade, mas poucos são os que abordam a Maternidade Solo, a vida da mãe solteira. – risos – Vejo muita gente julgar, apontar o dedo e falar coisas terríveis para essas mães que são mais que mães, são tudo! E fico profundamente triste com a forma como esse assunto é tratado, muitas vezes ainda como um “tabu”. Se somos mães solteiras, não é porque não fomos capazes de “segurar um homem”, mas sim porque aquele homem não era o certo para gente.

E muita gente não entende isso, que quando um pai decide “abandonar” um filho, essa escolha é única e exclusivamente dele e não da “Mãe”. Não é porque a “Mãe não presta”, é porque o “Pai é um canalha”, porque ninguém é obrigado a ficar com ninguém e já sabemos desde os tempos da carochinha que barriga não prende marido, mas quando um pai decide abandonar não só a mulher, mas também a criança, está provado e comprovado quem não presta nessa história não é? Então parem com essa mania feia de que se a mãe está solteira é porque ela “mereceu” ou “não soube segurar o marido”.

Que todos entendam de uma vez por todas que “feio não é ser mãe solteira, feio é ser pai quando convém”.

E para as mamães que estão passando por essa situação, não se abalem, sejam firmes, sua cria depende da sua força, do seu bem estar. Se você está mal, ela também ficará. Se você acha que não está dando conta de toda pressão emocional que está sofrendo, procure apoio, não se sinta envergonhada de contar a sua história. Se o apoio não vier das pessoas mais próximas, mantenha-se sempre aberta a tudo, porque o apoio pode vir de onde você menos esperar.

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Créditos nas fotos*

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5 filmes sobre Maternidade

Eu gosto muito de assistir filmes, mas confesso que gostaria de ter visto muito mais durante a minha gravidez, a preguiça atrapalhou um pouco meus planos, mas outro dia zapeando pelos canais de tv, eu revi um filme que eu gosto muito que aborda o tema de uma maneira muito peculiar, por isso resolvi fazer essa lista.

5. Plano B

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O filme que eu “revi” esses dias e que me deu a ideia para este post, foi Plano B, um filme que eu particularmente gosto muito e que conta a história de uma mulher que decide que finalmente chegou a sua hora de ser mãe e para realizar seu sonho ela recorre a inseminação artificial, mas no dia em que seu teste de gravidez dá positivo, ela conhece o homem da sua vida. O filme relata bem as inseguranças e loucuras de uma mãe solteira e como pode ser difícil iniciar em um relacionamento quando sua prioridade são seus filhos.

4. O que esperar quando você está esperando

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Esse é um filme bem louco e divertido que relata a maternidade de vários pontos de vistas. O filme foi adaptado para as telonas em 2012 e foi baseado no livro homônimo das autoras Sharon Mazel, Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg. O filme mostra 6 casais que passarão pelas maravilhas e loucuras da gravidez até o parto. Ele mostra também que uma gravidez é completamente diferente da outra, desde a menina que engravida ao reencontrar o ex namorado até a mulher de um cara velho que passa tranquilamente por uma gravidez de gêmeos – para o terror de suas amigas. O filme é super descontraído e tem o Rodrigo Santoro no elenco, que já faz valer a pena! – risos.

3. Juntos pelo acaso

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Eu gosto especialmente desse filme, por que ele fala de uma maternidade que não fora de jeito algum planejada. Ele relata a história de uma “Mãe de amor” e o que seria isso? Katherine Heigl interpreta uma mulher bem sucedida na carreira e que não planeja ser mãe nem tão cedo, ela se contenta em direcionar todo o seu amor para sua querida afilhada Sophie, mas quando ela e Eric, um promissor coordenador de esportes viram a única família da pequena Sophie, eles precisam entrar em um acordo sobre como será essa relação e como eles cuidarão da menina, tentando equilibrar ambições profissionais, com o árduo trabalho de serem pais.

Eu acho esse filme bem bonito, porque ele mostra a importância dos padrinhos na vida de uma criança, por isso esse é um cargo que deve ser preenchido por pessoas de confiança e valores. Apesar de não estarem prontos, Holly e Eric assumem a responsabilidade de cuidar da menina apesar também de suas evidentes diferenças, o que torna o filme ainda mais tocante. Mostra também que o amor de uma mãe não se resume apenas a laços de sangue, amor de mãe é e sempre será incondicional.

2. Uma prova de amor

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Quando eu assisti esse filme a primeira vez, achei que desidrataria de tanto chorar. É um filme muito marcante que também foi baseado em um livro. O livro foi lançado aqui no Brasil pela editora Verus com o nome “A guardiã da minha irmã” e foi escrito por Jodi Piccoult. Ele conta a história de um amor maternal que não prevê limites para salvar sua filha e nessa luta, Sara (Cameron Diaz) está disposta a fazer qualquer coisa para manter sua filha mais velha viva, pelo tempo que for. Anna, a irmã mais nova de Kate não está doente, mas parecia. Desde pequena, a jovem Anna foi submetida a inúmeras consultas médicas, cirurgias e transfusões para manter sua irmã Kate viva, mas conforme está crescendo Anna começa a questionar o porquê dela ser submetida a tantos procedimentos médicos. É uma história de cortar o coração.

1. Juno

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É engraçado falar desse filme, por que quando o assisti a primeira vez, foi em uma aula de teatro no colégio, eu era muito novinha e eu me lembro perfeitamente do dia em que assisti e como ele me atingiu com um soco no estômago. O filme que conta a história de uma garota adolescente que engravida do melhor amigo sem planejar, marcou a minha vida para sempre não só pelo fato de a menina ser tão novinha, mas pelas escolhas que ela fez. Para mim seria impensável, mas foi a partir desse filme que eu comecei a avaliar criteriosamente e até a respeitar mais escolhas alheias, mesmo que elas fossem contra a tudo aquilo que eu acreditava. Juno é muito mais do que uma história sobre gravidez na adolescência, mas também é uma história de reconhecimento, de identidade e o começo da queda de um grande tabu.

Os filmes citados acima, foram todos assistidos inúmeras vezes por mim, são filmes que eu gosto muito e que recomendo para todo mundo. E também, são filmes que relatam não apenas a maternidade, mas outros assuntos também como paternidade, comprometimento, amizade, irmandade, amor incondicional, adoção e até aborto. São filmes que trazem consigo grandes lições de vida e que valem a pena serem assistidos pelo menos uma vez.

Gostaram da nossa lista? Acrescentaria mais algum? Mande pra gente suas sugestões e compartilhe em suas redes sociais.

Estou grávida! E agora?

Algumas mulheres conhecem muito bem o seu corpo e sabem perfeitamente quando alguma coisa está errada, outras nem tanto. E quando decidem confirmar as suspeitas, ganham um baita susto quando aparecem dois “palitinhos” dando o sinal de positivo. Para muitos é um grande momento, de comemoração e muita empolgação, para outros é um tormento, cada segundo vira um milhão de anos e a cabeça parece que não se encaixa mais no corpo. Tudo parece estar fora do lugar.

Pensando nisso, reuni algumas dicas de primeiras providências a se tomar quando se descobre que está grávida.

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  1. Chore, mas acalme-se…

Você acabou de receber a notícia que vai mudar toda a sua vida, então é perfeitamente normal que você entre em estado de choque, há muito que processar e talvez você não esteja – ou não se sinta – preparada. Mas depois que o pânico passar, acalme-se! Isso é fundamental, principalmente para a sua saúde e a saúde do bebê.

  1. Perceba como está lidando com a situação.

Não faz muito sentido perguntar para alguém que não estava planejando engravidar se ela “está preparada para o que está por vir”. É claro que a resposta será um alto e sonoro “não”, Por isso é muito importante que a própria mulher tome ciência da mudança que acontecerá, não só em seu corpo, mas em sua mente e coração. E para isso, leve o tempo que for preciso, perceba se você já consegue se “visualizar mãe”, por que é preciso que você se sinta mãe, desde o princípio. Para que possa decidir seguir para o próximo passo.

  1. Decida se vai seguir em frente com essa gravidez.

Não estou fazendo apologia ao aborto, sou 100% a favor do nascimento de uma criança, – seja em quais circunstâncias forem, mas – porém, contudo, todavia – essa decisão é exclusivamente pessoal. Só a mãe e apenas ela pode decidir se seu filho nascerá ou não, essa decisão não cabe a mais ninguém, nem ao pai, nem a avó, a ninguém mais.

Nunca se esqueça: “Seu corpo, suas regras”. E ninguém, além de você tem poder sobre ele.

  1. Decida para quem vai contar primeiro.

Independente de qual decisão tomar decida com quem vai compartilhar a notícia primeiro, para sua mãe, seu parceiro, uma amiga. O importante é contar para alguém de confiança e desabafar. Nos primeiros dias ficamos muito sensíveis, então se precisar de um ombro amigo para chorar, não tenha medo, procure a pessoa que mais confia e converse com ela, sobre seus medos e expectativas com relação a esta novidade.

  1. Marque uma consulta.

Passado o pânico e decisão tomada, é hora de cuidar de sua cria. Marque uma consulta com seu ginecologista e peça encaminhamento a um obstetra, para que você possa começar os exames de rotina para saber se está tudo bem com você e com o bebê.

  1. Se visualize mãe, daqui há 9 meses.

Por último e não menos importante, se visualize mãe! Isso é fundamental para começar a criar um laço com a sua nova realidade. A partir de agora seu corpo mudará e sua mente sofrerá muitas transformações também. Tudo será uma grande novidade e é importante que você visualize sua nova realidade e principalmente aceite-a.

Essas foram algumas dicas de como agir quando se descobre que está grávida. Acha que faltou alguma? Conta pra gente! E nos conte também como você reagiu quando descobriu que seria mamãe.

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